Dialogo Informal

Embora o enunciado “Informal” sugira, não é nem Gossip nem backstage o que pretendemos registrar nesse espaço. Mas sim, compartilhar com os visitantes dos muitos momentos de prazer, descoberta, surpresa, sucesso e, mesmo, de estresse inerentes ao trabalho de assessoria de imprensa. O nosso dia-a-dia nos proporciona uma gama inimaginável de novos contatos, conhecimentos, desafios e resultados (eis o mistério do nosso tesão pelo que fazemos !). É isso o que a gente quer dividir com você. E, como não dá pra ficar calada ante algumas situações da vida, aqui também vamos experimentar alguns artigos de opinião. Dialoguemos, pois…

Vida longa ao Mestre Salú

Renata, Salú e Marcia (Foto: Juliana Leitão)

Como dizem os menos eruditos (abaixo o preconceito lingüístico!), fiquei incrível” como seu Salustiano, rabequeiro de primeira, segunda e terceira grandezas. Divulgamos o seu último CD - Mestre Salú e a Rabeca Encantada - e no bate-papo que antecedeu a entrevista coletiva pude constatar a força e a jovialidade (mesmo safenado e com 61 anos) que esse pernambucano nascido em meio às folhas da cana, em Aliança, tem. E dentre as muitas novidades que apreendi, fiquei sabendo que em Pernambuco não existe mais ninguém que faça a segunda voz do Cavalo Marinho. O último cantador que alcançava a proeza de impostar uma voz em notas muitíssimo altas foi o Pai do Mestre Salú, seu João Salustiano (beirando os 90) que, depois demais de 40 anos dedicado às fuleragens dos folguedos da Zona da Mata, encontrou Jesus e não se permite mais cantar.Que coisa, heim?

Basta água e sabão

Eu estou boa é de morrer. Foi isso o que eu pensei quando soube que entre os problemas mais freqüentes que atingem o homem, sobretudo no Nordeste, o câncer de pênis é o que mais assombra. E mais: Pernambuco é o vice-campeão brasileiro em número de casos, com o registro de um caso a cada 14 dias. Pior ainda, esse problema pode ser evitado com uma simples lavadinha diária usando apenas água e sabão. Dá pra acreditar? Pois foi o que ficamos sabendo para cobrir e divulgar o XXVIII Congresso que aconteceu em paralelo ao VII Congresso Norte-Nordeste de Urologia. Siiiim, o evento se deu em Plena Copa do Mundo de Futebol. Pense no malabarismo que a gente fez para atrair a atenção da imprensa! Mais deu tudo certo e todos ficaram satisfeitos.

Vai, vai, vai começar a brincadeira

Dificilmente eu imaginaria que existe gente que leva a vida, e bem (a considerar os critérios do IBGE, digo, com eletrodomésticos, mais de quatro cômodos, carro, chuveiro elétrico etc), por conta exclusivamente do Teatro Popular. Pois não é que os paulistas do Grupo Pavanelli do Teatro e do Circo, que divulgamos sua breve passagem por Recife no início do Março/2007, conseguem mesmo. Eles e sua adorável produtora, Graça Cremon, são o que se pode dizer de gente que faz. O espetáculo “O Básico do Circo” que tive a honra de ver encenado em plena Praça do Carmo (centrão do Recife), para encanto de dezenas de crianças de rua, é de uma simplicidade e beleza que me encantaram muito, tanto que chega deu aquela vontade de largar tudo e se juntar ao bando. Não fossem meu filhote e marido…

Azul intenso e muito especial

É ma-ra-vi-lho-sa a obra da artista plástica Lucia Py que nossa cliente, a Galeria Arte Plural, mostra desde o último dia 7 de maio, lá no Bairro do Recife. Fiz de tudo para meu marido perceber que o que eu queria mesmo de presente pelo Dia das Mães era um dos seus quadros. Não teve jeito, ganhei foi uma caixinha porta-jóias para pôr minhas bijuterias. Só vendo. A artista desenvolveu uma tonalidade de azul, conhecido entre os introduzidos como o Azul Lucia Py (que chique!) que é muito original. Vale a pensa conferir.

Socialismo ou barbárie?

Em meio aos temas jurídicos com os quais a gente já se familiarizou, depois de três anos fazendo assessoria à Associação dos Magistrados do Trabalho (Amatra VI), no último encontro regional da categoria, em março de 2007, ouvi uma palestra que me deixou impactada até hoje. Vira e mexe me pego refletindo sobre o que disse o professor titular de Economia da Universidade Federal Fluminense Mário Duayer, e que resumi, em um texto para o jornal da entidade, com a conclusão: “As ciências sociais no banco dos réus”. Resumindo muito e passando em vôo rasante sobre o denso conteúdo filosófico que fundamenta o pensamento do professor (não tivemos aula de Filosofia da UFPE), Duayer fez uma crítica original e contundente ao modelo de pensamento que leva às proposições de solução para os problemas da sociedade atual, com base nas ciências sociais. A partir da análise dos fundamentos filosóficos que regem o pensamento científico vigente, o professor atribuiu aos protagonistas dessas ciências uma concepção da atividade científica fundada na “construção de sistemas teóricos que buscam capturar relações estáveis entre fenômenos de interesse”, e prossegue: “as teorias científicas descrevem o mundo como um sistema fechado, sempre o mesmo, sem alterações e onde nada de fundamentalmente novo pode ocorrer”. Para Duayer, o quadro atual reflete que “a produtividade crescente do trabalho social, quando acionada cegamente pelo capita“ o que para o capital, como demonstra Marx, é um imperativo que “tem um resultado trágico: riqueza social crescente com a produtividade dispensa parcelas crescentes da humanidade para a sua produção”. É ante a esse quadro que o economista profere um golpe na jugular das ciências sociais: “a tragédia atual não deixa dúvida de que, em lugar do aperfeiçoamento desde mundo, cada vez mais inalcançáveis, implausíveis, papel que as ciências sociais assumem com triste ou animada (e bem remunerada) resignação, o que precisamos hoje é reconquistar um outro sistema de crenças em que o outro mundo seja possível”.